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Não pretendo esgotar o assunto mas, tão somente discorrer sobre o mesmo em palavras simples, sem entrar nos seus aspectos médicos. Nosso organismo possui um sistema que lhe provê o equilíbrio e que é constituído de todos os sentidos, principalmente a visão, e pelo labirinto. O labirinto é um canal semi-circular situado dentro do ouvido médio, provido de pelos sensíveis no seu interior onde movimenta-se um líquido. A coerência entre o que vemos ( olhos) com o que sentimos( labirinto e outros sentidos) permite que nos mantenhamos em pé, equilibrados. A discordância entre o que vemos e o que sentimos chamamos de DESORIENTAÇÃO ESPACIAL. Pessoas que sofrem de labirintite têm dificuldades em se equilibrar e em manterem-se de pé. Imaginemos a nossa cabeça em repouso. O líquido está excitando os pelos na parte central inferior do labirinto. Ao inclinarmos a cabeça este líquido movimentar-se-á excitando pelos em outras partes do canal, assim: -
se inclinarmos a cabeça para a direita, os pelos do lado direito serão
excitados indicando ao nosso cérebro que estamos em curva para aquele
lado. Imaginemos agora o seguinte: - Num movimento brusco com a cabeça girando-a para a esquerda, por inércia, o líquido irá para a extremidade direita do canal o que, como vimos, indica curva à direita; - Se reduzirmos bruscamente a potência da aeronave, por inércia, o liquido interno irá para a frente e isto indica uma descida ou acelerando indicará uma subida. Se o piloto não dispuser de um horizonte natural bem definido, poderá seguir somente as indicações dos demais sentidos e acabar colocando a aeronave numa atitude anormal. Como nosso “público” alvo não é habilitado para o vôo IFR- Instrument Flight Rules, daremos alguns conselhos que ajudarão a evitar que entrem numa situação onde a DESORIENTAÇÃO ESPACIAL possa ocorrer: -
Nunca voar sem um horizonte natural definido; As estatísticas mostram que a desorientação causada pelo continuado vôo visual sob condições meteorológicas adversas é um dos fatores/causas da maioria dos acidentes envolvendo pilotos não habilitados para o vôo IFR. Antigamente os pilotos respeitavam mais estas regras com medo de se perder. Hoje, com o advento do GPS, estão mais ousados e estas regras estão pouco a pouco caindo em desuso, embora sejam fundamentais para a SEGURANÇA DE VÔO.
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