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Conselhos

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DESORIENTAÇÃO ESPACIAL
Gustavo H. Albrecht

Não pretendo esgotar o assunto mas, tão somente  discorrer sobre o mesmo em palavras simples, sem entrar nos seus aspectos médicos.

 Nosso organismo possui um sistema que lhe provê o equilíbrio e que é constituído de todos os sentidos, principalmente a visão, e pelo labirinto.

O labirinto é um canal semi-circular situado dentro do ouvido médio, provido de pelos sensíveis no seu interior onde movimenta-se um líquido.

A coerência entre o que vemos ( olhos) com o que sentimos( labirinto e outros sentidos) permite que nos mantenhamos em pé, equilibrados. A discordância entre o que vemos e o que sentimos chamamos de DESORIENTAÇÃO ESPACIAL. Pessoas que sofrem de labirintite têm dificuldades em se equilibrar e em manterem-se de pé.

Imaginemos a nossa cabeça em repouso. O líquido está excitando os pelos na parte central inferior do labirinto. Ao inclinarmos a cabeça este líquido movimentar-se-á excitando pelos em outras partes do canal, assim:

- se inclinarmos a cabeça para a direita, os pelos do lado direito serão excitados indicando ao nosso cérebro que estamos em curva para aquele lado.
- se baixarmos a cabeça, os pelos da frente do canal receberão estímulo indicando que estamos descendo, e vice-versa.

Imaginemos agora o seguinte:

- Num movimento brusco com a cabeça girando-a para a esquerda, por inércia, o líquido irá para a extremidade direita do canal o que, como vimos, indica curva à direita;

- Se reduzirmos bruscamente a potência da aeronave, por inércia, o liquido interno irá para a frente e isto indica uma descida ou acelerando indicará uma subida.

Se o piloto não dispuser de um horizonte natural bem definido, poderá seguir somente as indicações dos demais sentidos e acabar colocando a aeronave numa atitude anormal.

Como nosso “público” alvo não é habilitado para o vôo IFR- Instrument Flight Rules, daremos alguns conselhos que ajudarão a evitar que entrem numa situação onde a DESORIENTAÇÃO ESPACIAL  possa ocorrer:

- Nunca voar sem um horizonte natural definido;
- Nunca voar em condições de visibilidade reduzida, o que inclui o vôo noturno;
- Nunca voar no topo ou com nuvens que cubram mais da metade do campo visual com a superfície;

As estatísticas mostram que a desorientação causada pelo continuado vôo visual sob condições meteorológicas adversas é um dos fatores/causas da maioria dos acidentes envolvendo pilotos não habilitados para o vôo IFR.

Antigamente os pilotos respeitavam mais estas regras com medo de se perder. Hoje, com o advento do GPS, estão mais ousados e estas regras estão pouco a pouco caindo em desuso, embora sejam fundamentais para a SEGURANÇA DE VÔO.