Para muitos uma aventura. Para outros, o maior desafio de suas
vidas.

Um dia apareceu na
Internet uma mensagem do Uilson de Iepê/SP dizendo de sua imensa vontade
de voar com seu trike desde as nascentes até a foz do Rio São Francisco
e o Gerson Neix respondeu aderindo à idéia e propondo ser seu
companheiro na empreitada. Num instante o grupo estava formado com a
liderança do Gerson. O patrocínio da Gota Dourada viabilizou a estrutura
de apoio constituída de dois caminhões baús, duas pick-ups (uma
pertencente ao Brancoli) e um helicóptero Esquilo AS50.
A equipe de apoio
foi a mesma que sempre acompanhou o Gerson nas suas aventuras feitas com
seu trike na companhia do Kiko. Madeira como Chefe de Equipe, Dr. Tom
Ré, Gião, o mecânico, Chaves, Rinaldo, Cláudio Sales e Carvalho. O Edson
no comando do Esquilo.

Eles foram os
responsáveis pelo sucesso da empreitada. Sem esta equipe
nós não poderíamos percorrer os 2300 km desde Franca/SP, nosso local de
concentração, até Penedo/AL, próximo ao ponto onde o Oceano Atlântico
recebe o São Francisco. O caminhão do abastecimento nunca nos deixou na
mão.
A partida foi
antecedida por um brifim geral com o objetivo de relembrar todas as
informações que já haviam sido dadas nas duas reuniões anteriores.

O Frei Mauro –
padre Franciscano – rezou uma missa e abençoou a jornada e seus
participantes tendo lido na ocasião a Oração do Aviador que o Ferreira
lhe emprestou.
Antes do brifim,
durante o dia inteiro daquela sexta-feira, 24 de outubro, pousaram uma a
uma as aeronaves participantes. A alegria era contagiante e a festa
aumentava à medida que o grupo crescia. Os trikes eram montados e
adesivados com os dois emblemas: Piratas do Ar e Jornada Aérea Ecológica
do Rio São Francisco, além do Viva e Gota Dourada, os patrocinadores.
Cheguei de Navajo
com o Camargo e o Jorge. Rogerinho trouxe o Mirage G3 com o qual nós
dois voaríamos quase todo o percurso, já que Jorge e Camargo voltaram
para Americana/SP e só nos encontrariam depois em Petrolina/PE.
Ficamos um pouco
assustados com uma nave que mais parecia um “carrinho de pipoca” que
estava por lá. Descansamos quando soubemos ser um experimental feito por
um piloto local e que não estava inscrito.
Um dos inscritos
decolou para um vôo local e sofremos nossa primeira baixa. Foi o Fábio
que decolou com seu pai no PU-FMP, um "Paulistinha" cujo motor "brochou"
um pouco antes do seu maior desafio. Felizmente foi sobre o campo e nada
demais aconteceu, além da grande frustração dos dois participantes que
acabaram indo de "co-pilas" do Nallin e do Rosendo nos seus dois "flamantes"
Pelican, o PU-AEN, o “Flexa Prateada” e o PU-RRB, o “Drag Queen Air”.
Aliás, Nallin e
Rosendo fizeram a primeira perna, retornaram para São Paulo e, após
encontrar um tremendo mau tempo na quarta-feira, dia 29/10, na sua ida
de Itu para Franca, na quinta reiniciaram a jornada com alguns dias de
atraso e juntaram-se ao grupo novamente lá em Sobradinho/BA.
Sábado na matina
(alvorada às 05h30) decolaram os básicos e trikes na frente e os
avançados atrás, rumo à nascente do rio na Serra da Canastra. Estava
iniciada a jornada. Para uns, mais um vôo. Para muitos uma aventura.
Para outros, o maior desafio de suas vidas.
Éramos um grupo
heterogêneo. Pilotos experientes e outros nem tanto, num total de 52
amantes da aviação desportiva. Aeronaves rápidas misturadas com 5 trikes,
2 FOX II e 2 Astros. Alguns jovens, como os “meninos”, instrutores da
Alpha Bravo mais o Paul, e outros com muitos anos de experiência de
vida. Todos, porém, imbuídos do mesmo desejo de completar a jornada e
curtir os próximos dias voando, "papeando" com os amigos e, conforme um
dos objetivos da jornada, constatando aquilo que já sabíamos: o Velho
Chico está morrendo, ou melhor, está sendo assassinado.
Cruzamos a represa
de Furnas já avistando a majestosa Serra da Canastra. Sobrevoamos a
nascente no Município de São Roque onde há uma imagem de São Francisco.
Voamos e filmamos
aquele “fiapo” de água que engrossava aos poucos até chegar à Cachoeira
Cascadanta onde o Velho Chico despenca 180 metros de altura na descida
vertical da Serra da Canastra e começa seu curso em direção ao mar.
Soubemos que em
Lagoa da Prata houve a primeira “agressão” que o homem fez ao rio: foi
desviado por um usineiro que usou o leito do Rio para plantar cana, e a
água de seus afluentes para irrigação artificial.
A população da
Lagoa da Prata tenta redimir a cidade deste crime fazendo o replantio
das matas siliares e está no Guiness Book com o plantio do maior número
de árvores num mesmo dia.
No primeiro pouso
para reabastecimento fomos recebidos pelo Vice-Prefeito de Bambuí/MG, o
sr. Antonino José Martins que foi até a pista nos dar as boas vindas e
oferecer uma boa pinga feita em Araxá/MG (provada pelos tripulantes que
não eram “piloto em comando” e pelo pessoal de apoio, menos os
motoristas). Em entrevista via telefone concedida ao repórter da rádio
local que também estava lá, ele ofereceu um churrasco em sua fazenda
para quando desejássemos voltar por aquelas bandas.
Divertidíssimo,
ele contou a história do mineirinho que queria ser recebido pelo
Governador do Estado e, diante da recusa, fez a seguinte ameaça: - o Rio
São Francisco começa nas minhas terras. Se ele não me receber, eu jogo
uma pedra naquela vertente e acabo com este rio.
Quando decolamos
de Bambuí/MG vimos pousar o PU-RDI com o Rossini que veio de Lagoa da
Prata com o Ivan para nos dar um abraço e voar uma etapa conosco.
Chegamos em
Abaeté/MG e após o último participante pousar, fomos para a cidade.
Depois de instalados no Hotel Marks, fomos até a Praça Central da cidade
onde acontece aos sábados uma feira de comidas típicas. Muita gente,
cerveja gelada, e o “bando” dos Amigos do Velho Chico tomou conta da
praça. Escutamos seresta com direito a violão e cavaquinho durante a
tarde inteira. Este mesmo grupo foi ao aeródromo cedinho no dia
seguinte, para um “bota-fora” musical.
A Secretária de
Cultura do Município, Maria Alice, dona da Fazenda Bandeira e que nos
recebeu no aeródromo, presenteou a todos com uma cachaça de sua
fabricação.
Domingo cedo
decolamos para Pirapora com abastecimento não previsto em Três Marias/MG
devido ao vento forte que diminuía tremendamente a VS -Velocidade no
Solo dos básicos. Comuniquei ao helicóptero a decisão dos pilotos e o
Gerson que seguia no helicóptero chamou o caminhão do abastecimento.
Constatamos o que foi uma constante na nossa viagem: os “Céus” estavam
conosco, pois o caminhão passava pelo trevo da cidade, na hora que foi
chamado. Três Marias/MG fica no final da Represa que leva seu nome e que
foi sobrevoada desde Pirapora.
A partir de Três
Marias/MG passamos a realmente sobrevoar o Rio São Francisco e começamos
a constatar o crime que está sendo perpetrado contra o meio ambiente
naquela área do norte de Minas.
Em Pirapora/MG
fomos recepcionados pelo Vice-Prefeito e alguns Secretários Municipais e
passamos o dia no Hotel Canoeiros onde almoçamos e jantamos.
Na segunda, 27 de
outubro, partimos para Januária/MG iniciando o verdadeiro sobrevôo do
Velho Chico que sai da Represa de Três Marias/MG: verde, mas que uns
poucos quilômetros abaixo já muda para um marrom barrento.
Em Ponto Chique
vimos um grande desmatamento com desvio de afluentes para irrigação e
vários fornos para produção de carvão.
A irrigação pelo
sistema de “pivô” é, no mínimo, discutível. Será válido desperdiçar
tanta água sangrada do rio que serve a tantos para fazer a fortuna de
tão poucos?
Mais adiante, na
região de Juazeiro da Bahia e Petrolina vimos um uso racional da água:
umedecimento por gotejamento na raiz das plantas.
Não satisfeitos em
sangrar o rio, alguns captam a água diretamente dos afluentes secando-os
antes que cheguem ao Rio da Integração Nacional.
Muitos pivôs estão
instalados próximos aos banhados que formam as nascentes de alguns
afluentes, matando-os no nascedouro.
O assoreamento do
rio começa cedo e é grande em São Romão e nas proximidades de Januária.
A produção de
carvão pela queima das poucas árvores que ainda restam na região é
comum. É uma herança dos tempos em que o São Francisco era navegável em
grande parte de seu curso. Os ribeirinhos faziam carvão para sustentar
as caldeiras dos “vapores” que por ele navegavam. Hoje, fazem carvão
porque é isto que sabem fazer.
Tivemos neste
trecho nossa segunda baixa: o PU-IBI, o Astro do Toto, pousou fora 20 NM
antes de Januária. Pane seca com um tanque cheio. Houve consumo de um só
tanque e o motor puxou ar. Danificou o trem de pouso e ficou fora.
Em Januária fomos
recebidos pelo Délcio e pelo Luciano que nos ofertaram um churrasco à
noite no SESC, onde nos hospedamos.
Belas instalações
tem o SESC de Januária. Talvez as melhores do Brasil.
Na tarde de
cerveja e churrasco uma menina declamou a poesia “Chora São Francisco”.
No embalo o Samojim nos brindou com a leitura da letra de uma música que
seu irmão fez em homenagem ao rio.
A Beti no
restaurante caprichou no jantar e fez um peixe de primeira.
O Délcio nos
ofertou amostras da gostosa cachaça local em garrafinhas que ostentavam
a marca da Jornada Aérea Ecológica.
Dia 28 saímos com
destino a Bom Jesus da Lapa e pouso técnico em Cariranha onde o grupo
engrossou com a chegada do Rangel e seu Paradise mais a Luciana,
ecologista lá de Barreiras/BA.
Mário, de BH, teve
problema de bateria (rele retificador por excesso de equipamentos
ligados descarregou por completo) antes de pousar em Carinhanha. Sanada
a pane e partida dada com auxílio de uma “chupeta” num carro, prosseguiu
numa boa.
Bom Jesus da Lapa,
primeiro aeródromo fiscalizado, nos trouxe o primeiro problema real: na
apresentação do Plano de Vôo para o dia seguinte os pilotos com CPD não
puderam preenche-lo.
Embora o DAC
estivesse a par de todo o programa e soubesse que quase a metade dos
inscritos só era habilitada com o CPD que permite apenas o vôo local, e
concordara em autorizar excepcionalmente a participação dos mesmos
diante da argumentação apresentada à Divisão de Aerodesporto: somente
aeroportos não controlados, brifim pormenorizado a cada etapa,
acompanhamento da ABUL, inclusive com vôos de cheque de PR durante o
trajeto, etc, até nossa saída não enviara o ofício solicitado.
Quando contatados
lá de Bom Jesus da Lapa disseram que o ofício solicitando a autorização
enviado uma semana antes ainda não havia sido respondido (não foi até o
momento em que escrevia este texto) e que a resposta era NEGATIVO.
CUMPRA-SE A LEI.

Em Bom Jesus
visitamos a Gruta onde está a Igreja da Lapa que impressiona por sua
grandeza. São várias “galerias” onde os fiéis fazem suas orações e
agradecem pelas graças recebidas: pelas paredes existem dezenas de
muletas, próteses e outras peças.
Fica dentro de uma
montanha dentro da cidade que foi construída em função da igreja e não
em função do rio como todas as outras às suas margens.


A cidade é
interessante em vários aspectos, não só pela igreja. Já na chegada
encontramos um flautista que, no Aeroporto, nos brindou com um show de
flauta e harmônica e de quem comprei um CD com músicas executadas por
ele.
Vimos um Posto de
Gasolina “sui-generis”, orelhões imitando chapéu de couro e coco, o
carro mais cafona que já encontrei.
No dia 29,
quarta-feira, alguns desmontaram e outros remanejaram as tripulações e a
viagem prosseguiu para abastecimento em Ibotirama/BA. Eu fui de Coyote
checando o Mário de BH até Xique-Xique, pois o pouso em Ibotirama foi
cancelado para as aeronaves que tinham autonomia porque o pátio foi
invadido pelo povo que acorreu ao aeródromo com o pouso das primeiras
aeronaves.
O vento estava
fortíssimo (25 Kt de proa) e os mais lentos ainda tiveram que pousar em
Barra para outro reabastecimento.
Em Xique-Xique
tivemos a melhor recepção da viagem.
Logo após o pouso
chegou uma VAN da Prefeitura com várias pessoas encarregadas de nos
receber. O Prefeito estava em Petrolina, mas sua equipe foi nota 10.
Havia dois ônibus à nossa disposição e as moças da Prefeitura nos
acompanharam durante toda nossa estada.
No Hotel Carranca
a cortesia não foi diferente e a Elislane não mediu esforços para nos
agradar.
Com todos no chão
e instalados, demos um passeio de barco num braço do São Francisco e
pudemos constatar o grau de assoreamento do rio. Mineiro não tem mar.
Rios os tem, mas muitos tem respeito à água. A bordo de um dos barcos do
passeio, um “mineirinho” vestia seu colete salva-vidas e, preocupado,
recomendou ao Rogério que o fizesse também. Rogerinho contestou dizendo
que, se o barco virasse, nadaria os dois metros que faltavam para
atingir a margem, pois navegávamos ora numa ora noutra margem,
procurando desviar dos “bancos” de areia. Nisto o barco passou ao lado
de um pescador que, com água pelos joelhos, pescava dentro do rio. A
gargalhada foi geral, mas o Renato manteve firme seu colete.
Visitamos o Parque
Aquático da cidade onde um grupo formado por meninos de rua, orientados
pelo pessoal da Prefeitura nos brindou com uma apresentação de capoeira.
Além da piscina
com ondas, toboágua, etc, o agradável local tem um enorme Surubim de
concreto que permite ao visitante passear pelo seu interior e aprender
sua anatomia.
Programado pela
Prefeitura e organizado pela simpática Elislane tivemos um jantar com
música ao vivo e a apresentação de cantores locais à beira da piscina do
hotel.
Quinta-feira, 30
de outubro. O dia amanheceu com o vento mais forte do que na véspera e o
grupo resolveu que permaneceria no chão até que o mesmo amainasse.
O Jorge e o
Camargo já estavam em Juazeiro/BA nos aguardando e Rogério e eu
resolvemos decolar na frente, pois, apesar do vento forte, para os
avançados não haveria problema.
Com a nossa
decolagem os demais avançados resolveram seguir e os trikes, menos o
Paraíba, foram desmontados para não atrasar a viagem.
Pousamos em Sento
Sé para avisar ao Zenóbio que as aeronaves chegariam mais tarde. Ele foi
nosso contato e a pessoa que levou o combustível para nos abastecer.
A pista pertence a
uma empresa que produz uvas e os parreirais se espalham ao redor da
mesma. Ali começamos a ver o que seria uma constante: grandes plantações
de frutas às margens do rio.
Fomos adiante e
perdemos a recepção que o proprietário dos parreirais fez aos demais
pilotos que comeram uva até se fartar, enquanto visitavam a plantação e
a área de beneficiamento.
A pista de
Juazeiro/BA não ficou pronta a tempo de receber as aeronaves do Rally e
a grande Feira Agroindustrial que acontecia na cidade dificultou a
hospedagem. O pouso em Petrolina, cujo aeroporto foi interditado para a
chegada do avião presidencial, não foi possível, assim a pista de
Sobradinho foi utilizada para pouso e um hotel a mais de 50 km de
distância hospedou os Amigos do Velho Chico.
O Inácio Loyola
organizou a chegada e recepcionou o grupo, pois o Prefeito Joseph
Bandeira estava envolvido com os visitantes da feira que lotaram a
cidade.
Com a chegada dos
donos do Mirage G3, eu e Rogério ficamos a pé. Até ali o Rogerinho me
deixara curtir o vôo desta excelente aeronave e fui obrigado e fazer uma
perna no helicóptero com o Gerson, até Paulo Afonso. De lá até Penedo/AL
fui no Fascination com o JC que juntou-se ao grupo vindo de Aracaju/SE
juntamente com o Patrício e o Rochinha que vieram de Natal/RN, o Stênio,
o João França, o Bené e o Valentin que chegaram de Fortaleza/CE.
O Gláucio Jr.
organizou a chegada e o apoio em Paulo Afonso onde confraternizamos com
os recém chegados no Restaurante Velho Chico.
A cidade é muito
animada e a música rola até 3 horas da matina. Em compensação começa
novamente às 6 horas o que nos deixou pouco tempo para dormir.
No dia 01 de
novembro, sábado, o Rogério decolou com o Jorge para Aracaju e o Camargo
foi com o Citation do Gerson que chegara para dar apoio. Eu, como disse
antes, voei de Fascination até Penedo/AL.
Estava terminada a
Jornada Aérea Ecológica do Rio São Francisco, o maior evento
aerodesportivo de que tomei parte e, certamente o maior que já aconteceu
no Brasil depois da revoada dos aeroclubes para Buenos Aires ocorrida na
década de 50, se não me engano. Faltava apenas a revoada até a foz,
distante cerca de 20 km de Penedo/AL, o que foi feito num FLY BY bem
organizado.

Em Penedo/AL nosso
grupo recebeu a adesão do Tomé que veio no seu Fascination lá de
Recife/PE e do Nelinho que chegou no Paturi, vindo de Salvador/BA.
Fizeram a revoada conosco e participaram da festa de encerramento que
aconteceu no jantar a noite.
Todos os que
fizeram o percurso completo receberam o Diploma de participação e o
Título de “Pirata do Ar”. Aqueles que fizeram apenas algumas pernas
receberam o Certificado de participação.
Na manhã seguinte,
muitas aeronaves foram desmontadas e colocadas nos caminhões de apoio
para o retorno.
Eu voltei de
“saco” com o Augusto Barroso que trouxe o SOVA do Gerson para manutenção
na fábrica aqui no Rio.
Pousamos em SNVR,
na Ilha de Itaparica para reabastecer e de lá fomos encontrar com o
Camargo e Rogério que nos aguardavam em Porto Seguro/BA.
O mau tempo na
rota nos brindou com três dias por lá, de onde decolamos na quarta-feira
para reabastecer em Vitória/ES e chegar ao Clube CEU, no Rio de Janeiro.
Foram 2300 km de
Velho Chico, mais 1500 km de volta para casa em duas semanas
inesquecíveis nas quais fiz novas amizades e solidifiquei algumas mais
antigas.
Estão de parabéns
todos os que participaram deste evento. Estamos agradecidos ao Uilson do
Uipê pela idéia e ao Gerson pela organização.
O saldo foi
altamente positivo. Saímos com 18 aeronaves. 16 voaram sem maiores
problemas todo o percurso, algumas com motor ROTAX 503 como o trike do
Samojin e os “Foquinhos” do Poubel e do Brancoli e outras com motor VW
como os Astros do Laerte e do Totó, mais o Colibri do Calegari. O Totó
pousou fora por pane seca causada por problema na alimentação de
combustível.
Os trikes do
Fernando, do Uilson e do Zé Henrique usavam o ROTAX 582 e o do “Cmte.
Paraíba” o 912.
O Ely Galeski e a
Maria Helena abandonaram no primeiro pernoite mas logo em seguida
recebemos o Paul e o Mike com seu Pelican, a partir de Pirapora.
O grupo era muito
bom. Imaginem manter cerca de 50 homens em perfeita harmonia por tantos
dias. O ambiente era alegre e todos colaboravam para mantê-lo assim.
Aguardamos
ansiosos a próxima jornada.


25
de novembro de 2003
Gustavo Albrecht
fotos:
www.piratasdoar.com.br