DESTINO: NORONHA
- a aventura de Octávio Fiães e Nader Couri  -

Texto: Octávio Fiães  -  Fotos: Nader Couri

 A IDÉIA

A vontade de ir a Noronha sempre foi grande, e várias tentativas frustradas já me deixavam achando que meu destino era não conhecer tão maravilhosa ilha. Quando o Nader veio com a proposta de irmos para lá no seu ultraleve, não pensei duas vezes para topar a aventura. Foi em meados de outubro de 99 que a idéia surgiu, e eu sempre achei que a única dificuldade seria a travessia das 200 milhas que separam o continente da ilha.

A tripulação do U 5021, Octávio Fiães e Nader CouriPode parecer óbvio que essa fosse minha preocupação, mas quando se fala em ultraleves, muitas pessoas acham que este aparelho só serve para se voar ao redor dos aeroclubes ou, quando muito, para uma curta navegação quase sempre sem ultrapassar algumas horas de vôo. Hoje em dia, os ultraleves avançados são classificados assim somente por seu peso estar dentro da faixa que a legislação determina, pois são na realidade aviões, sem o conforto de um Tupi ou Skyhawk, mas com desempenho igual ou superior ao destes! Com seu motor Rotax, super confiável, tanque de 100 litros (cinco horas de autonomia), cruzeiro de 200km/h e teto de 13.000 pés, o Super Echo é capaz de longas viagens, deixando o proprietário tranqüilo quanto ao seu funcionamento.

 
 O PLANEJAMENTO

O ultraleve P-92 Super Echo, fabricado pela Tecnam (Itália), pesa 450 kg (PMD) e mantém uma velocidade de cruzeiro de 208 km/hNa nossa visão, a ida até Natal não tinha nada de especial. Com um bom planejamento de abastecimento no caminho, essa etapa seria tranqüila, já que a rota para lá passa por muitas cidades do litoral, que dispõem de uma ótima infra-estrutura nos aeroportos. Em novembro passado fizemos um pequeno treino, indo até a Praia do Forte, pouco depois de Salvador, e passamos a confiar ainda mais no Echo. A época escolhida para nossa grande viagem não era a melhor, já que maio é período de chuvas no Nordeste mas, como minhas férias já estavam marcadas, não tivemos outra opção.

Para a travessia até Noronha teríamos que providenciar bote salva vidas, coletes e sacos plásticos próprios para uso no mar, para colocar o rádio de comunicação e o GPS. Começamos então a sentir que nossa empreitada já havia contaminado os amigos e muitos fizeram questão de nos ajudar. O major Albrecht nos cedeu seu bote, conseguimos, na FAB, coletes salva vidas do caça AMX, o Armando Nogueira nos emprestou um horizonte artificial, do Otto um GPS Garmin Pilot III, do Othoniel um rádio VHF, para usarmos em caso de pouso na água, e, dos SERAC (Serviço Regional de Aviação Civil) 2 e 3, apoio irrestrito.

Fernando de Noronha tem suas particularidades, o que nos exigiu uma autorização escrita de seu Administrador, Sr. Sérgio José Salles Vaz, para que pudéssemos pousar na ilha. Um outro problema que nos tomou muito tempo foi o fato de Noronha não ter combustível, o que nos fez correr atrás de barcos, em Natal e Recife, para levar com segurança nossa preciosa carga.

 
 A NAVEGAÇÃO

Painel de instrumentos do P-92Contávamos com dois GPS: um Trimble e um Garmin, todas as cartas visuais (WAC) do Rio a Natal, cartas de aerovias de baixa, da Jeppesen e o Rotaer (Manual Auxiliar de Rotas Aéreas). No dia planejado, sábado, 6 de maio, chegamos às seis e meia da manhã e o Verner, responsável técnico pela "Linda Mariana", já estava fazendo as verificações finais para nossa saída. Nos deu mais algumas dicas de ordem técnica e nos despedimos.

Instantes iniciais da viagem, logo após a decolagem do Rio de JaneiroUma grande frente fria, que estava em São Paulo, era nossa preocupação, mas o vento norte nos garantia ainda algumas horas antes que ela chegasse. A condição pré-frontal nos caiu como uma luva, o céu sem nuvens nos recebeu bem e partimos para a mais longa viagem do U 5021. Saímos pelo litoral do Rio às sete da manhã e, após cruzarmos a "boca da barra", tomamos a proa de Maricá. De Maricá pedimos proa direta de João Monteiro, Vila Velha, e nível 095. Esta rota nos coloca sobre a Serra do Mar deixando Nova Friburgo um pouco à nossa esquerda e todo o lindo visual do litoral um pouco longe, à direita. Em 2 horas e 20 minutos já estávamos abastecendo em João Monteiro.

Litoral Sul da Bahia, pista de pouso no Morro de São PauloO dia não poderia estar melhor e, na saída de Vila Velha, pedimos ao controle Vitória proa direta para Porto Seguro. Tínhamos que aproveitar o bom tempo para adiantar a viagem o máximo possível. O litoral mais uma vez ficou longe e só depois de Caravelas caímos um pouco para a direita para apreciar o belo litoral sul da Bahia. Em vôo, telefonamos para o abastecimento de Porto Seguro, quando faltavam 30 minutos para nossa chegada, e não perdemos tempo na terra do descobrimento. Fizemos esta etapa em 2:35 h.

Momentos de confraternização entre a tripulação e o Coronel WaldeísioA última etapa do primeiro dia foi quase toda seguindo as praias, passando por Comandatuba, que tem uma excelente pista asfaltada, Ilhéus, Itacaré e Morro de São Paulo. O Nader saiu detonando as fotos, já que o dia estava perfeito até então. Bem na chegada a Salvador, um grande cumulus desaguava sobre a cidade, nos obrigando a alguns desvios para o interior e à solicitação de pouso na pista 17 com um forte vento sul, depois de 2:30 h. de vôo. A convite do Sub-Comandante da Base Aérea de Salvador, Ten.Cel. Waldeísio, pernoitamos na própria Base, onde tomamos um merecido banho de piscina, até o sol se por.

Litoral Norte da Bahia, divisa com o Estado de Sergipe, Região de Mangue SecoEnfrentamos uma certa burocracia para sair da Base no segundo dia. Após fazermos nosso plano de vôo para Recife, tivemos que dar algumas explicações à Infraero e ao Tráfego, explicando porque uma aeronave civil tinha pernoitado e estava partindo de uma Base militar. Nossos argumentos convenceram a todos e saímos na pretensão de darmos um tiro direto até o Aeroclube de Encanta a Moça, no Recife. Mais um dia lindo! O sobrevôo de Mangue Seco, na divisa da Bahia com Sergipe, a foz do São Francisco, entre Sergipe e Alagoas, e toda a costa ao sul de Maceió deixaram-nos maravilhados. Eu, mesmo conhecendo bem esse litoral, por terra e ar, não me cansava de enaltecer sua beleza. O Nader, sem acreditar no que via, ficou com calo nos dedos de tanta foto que tirou! O preço desse passeio foi a necessidade de mudar nossos planos e fazer uma parada para abastecimento em Maceió. Sabíamos que o aeroclube de lá não tinha abastecimento aos domingos e pousamos então no Aeroporto Campo dos Palmares. Mais 45 litros de Avgas (gasolina de aviação), depois de mais 2:45 h. Aliás, o preço do combustível é algo que varia muito. É claro que a concorrência, ou a falta dela, é fator fundamental, ou seja: onde não há, o preço chega a R$ 2,10 o litro, onde ela existe baixa a R$ 1,40!

Litoral nordestino entre as cidades de Maceió e RecifeO visual na saída de Maceió não era dos melhores, nossa proa estava cheia de nuvens pesadas e tomamos a proa do litoral que parecia melhor. Fomos pelas praias por algum tempo sem problemas mas, próximo a Serrambi, em Pernambuco, tivemos que fazer desvios para terra e para o mar, fugindo de muitas nuvens de chuvas. Mantínhamos 1500 pés e nesta altura passamos por Recife, com destino a Natal. Tínhamos programado chegar às duas horas da tarde, para encontrar nossas mulheres, que chegariam nesse horário, vindas do Rio. Por fim, chegamos a Natal com tempo bom, e um atraso de uma hora no planejado. Nada mau, para dois dias de viagem e 12:40 horas de vôo.

 
 A TRAVESSIA

Encontramos as meninas no aeroporto e nos instalamos na casa de nosso amigo, e piloto da TRIP, Fernando Faro, o Nandão. Fizemos as malas com o estritamente necessário, para ficarmos o mais leve possível. O que sobrou pedimos para as meninas levarem. Antes de dormir, demos uma repassada nas instruções do bote salva vidas e tentamos nos desligar um pouco à beira da piscina.

Momentos de concentração na cabine durante a travessia Natal-NoronhaÀs cinco da manhã, antes de o despertador tocar, todos já estavam de pé! As nossas mulheres pegariam o avião das sete horas para a ilha, e nós queríamos decolar antes. O tempo não estava dos melhores e fomos obrigados a esperar um pouco mais. Tudo estava nos devidos lugares. O bote atrás do banco do Nader, com cabos prendendo os sacos plásticos com o rádio e o GPS. Se fosse o caso, o Nader faria o pouso, e eu sairia com o bote, água e equipamentos para fora do avião.

Mantivemos contato com a tripulação da Trip que fazia a rota para Noronha naquele dia, Comandante Augusto e o Co-piloto Omar, e ficamos felizes ao saber por eles que aquela chuva que nos mantinha no chão estava localizada apenas próximo a Natal, e que todo o caminho até a ilha estava limpo. Tanque cheio, 5 horas de autonomia, nosso plano de vôo era Fernando de Noronha, alternando Natal. Na primeira abertura do campo, pedimos nossa autorização:

"Torre Natal, U 5021, para acionamento, Fernando de Noronha, visual, nível 095"

A adrenalina estava a mil; chegara a hora! Nos cumprimentamos e fomos rumo ao horizonte. Radial 076 de Natal! Voávamos visual, mas não dispensávamos os auxílios dos instrumentos.

Olimpus 08, Bandeirulha (Bandeirante de patrulha) da FAB, que apoiou a tripulação do U 5021, informando sobre as condições meteorológicas no trecho Natal-NoronhaRealmente, as chuvas estavam localizadas somente no litoral e, no mar, algumas nuvens maiores longe à esquerda. À nossa frente, uma linha de nuvens pequenas bem longe, quase no horizonte. O vento no nível 095 estava muito forte de proa e pedimos ao controle Natal para baixar para o 075. Eram 15 km/h de frente em média, nos estimando um tempo total de 2:20 até nosso alvo. Falávamos com o controle e depois com o Centro Recife, que recebia nosso sinal do transponder. Isso nos deixou muito tranqüilos, caso precisássem nos achar no mar. Mantínhamos, também, contato com a tripulação da TRIP e com a tripulação de um Bandeirante patrulha da Força Aérea, que voava pela área, e havíamos conhecido quando na Base de Salvador.

Visibilidade bastante prejudicada próximo a Fernando de Noronha, devido à presença de formações meteorológicasTudo isso foi nos tranqüilizando e, para passar o tempo, simulamos um pouso na água, escutávamos um pouco de Tim Maia e monitorávamos constantemente os instrumentos do motor. Tudo corria bem, mas não podíamos nos esquecer que estávamos preparados para o pior e não poderíamos ser pegos de surpresa. Nossa vontade de ver a ilha era enorme; não fazíamos idéia de como ela apareceria para nós naquela imensidão azul. Já havíamos comemorado a marca da uma hora e notamos que aquelas nuvens no horizonte estavam mais próximas e, quem sabe, sobre Noronha. Quando faltavam uns quinze minutos tivemos que baixar para evitar as formações. Fomos a 1500 pés e tivemos o primeiro visual da ilha, meio embaçado por entre as nuvens. Não era a chegada que imaginávamos, mas estávamos perto. Um avião da Nordeste, vindo de Recife, se aproximava para o pouso. Seríamos o número 2. Após o seu pouso, perguntei as condições na aproximação, e ele reportou turbulência de moderada a forte!

Entre o delírio pela chegada e a atenção ao pouso, preferimos a segunda opção, e larguei imediatamente a máquina fotográfica para auxiliar o Nader no pouso. A pista fica entre vários morros, gerando uma forte turbulência orográfica. A pista em uso era a 12 com vento sul de 10 nós. Través pela direita, concentração total, aproximação final trabalhada e pouso perfeito! Alguns segundos depois, nossos gritos de comemoração; chegamos bem!

 
 A ILHA

Vista aérea de Noronha - Morro do PicoChegava a ser engraçado notar o espanto das pessoas quando viam o "aviãozinho" em que tínhamos chegado. Nos chamavam de loucos para cima. O Freire, que cuida do recém privatizado Aeroporto de Noronha, nos deu toda a força.

O controle de pessoas em Noronha é total! Faz-se a imigração, quando se informa a pousada em que se vai ficar, o dia da volta, e se paga a taxa de preservação ecológica referente ao número de dias de estadia.

Nossa idéia era ficar três dias, contando o da chegada, e voltar a Natal na quinta-feira, dia 11. As pousadas são bem simples; na realidade, quase todas são casas de moradores transformadas para receber os visitantes. Ficamos na da Tia Zete, à beira da BR 363, a menor rodovia federal do Brasil, com 7,5 km! Através da Zete, fomos apresentados ao Charamba, que foi nosso guia. O Charamba nos mostrou toda a ilha que, apesar do tempo ruim, com muita chuva, normal nesta época do ano, é maravilhosa. Se você algum dia tiver a oportunidade de ir, não tenha dúvida, vá! É um lugar muito especial.

 
 ADRENALINA

Mas nossa atenção estava na volta. Com uma autonomia remanescente que nos permitia o retorno ao continente. Com duas horas de estimado para a volta, sem contar o vento a favor, teríamos combustível para o alternado, João Pessoa.

Mas nem sempre tudo dá certo. Na quarta feira o tempo amanheceu claro e decidimos aproveitar as boas condições para voltar. Ao chegarmos ao aeroporto, percebemos que "Linda Mariana" estava meio inclinada de lado. Tínhamos estacionado o Echo na grama e, com a chuva, uma parte do terreno encharcou mais que a outra e a roda da direita afundara um pouco. A conseqüência foi um vazamento de combustível pelo suspiro do tanque, por causa do desnivelamento, o que nos fez cancelar nossa volta. Agora só com o combustível vindo do continente poderíamos voltar, já que tínhamos perdido cerca de quinze litros.

Momentos de descontração, mergulhos no 'naufrágio'O Freire, do aeroporto, logo nos colocou em contato com o Capitão Peres, que estava saindo de barco de Natal para Noronha naquela noite, e ele logo se prontificou a conseguir os galões novos e o Avgas para nós. Sua chegada estava prevista para sexta de madrugada. Aproveitamos o resto do dia, e o dia seguinte, para relaxar e curtir o passeio de barco, os mergulhos na Praia do Sancho e no naufrágio, perto do porto, e admirar um lindo por do sol no mirante entre a Cacimba do Padre e o Boldró.

Verificando a qualidade do combustível de aviação recebido de NatalNa sexta, bem cedo, fomos ao porto e pegamos nossa encomenda, que finalmente chegara. Corremos para o aeroporto, fizemos o teste de qualidade do combustível e iniciamos o abastecimento. Sem muita demora, arrumamos tudo, nos despedimos dos amigos que fizemos na ilha e entramos para os cheques finais. Neste ponto aconteceu a única pane da viagem, o compensador parou de funcionar, trocamos o fusível e tudo estava resolvido. Agora sim, prontos para a volta, decolamos, fizemos um rápido sobrevôo da ilha e tomamos a proa de Natal. Os pilotos da TRIP que haviam chegado naquele dia nos disseram que o tempo estava bom, sem muitas nuvens. Subimos para o nível de vôo 085 e, não muito longe à nossa frente, algumas nuvens estavam se desenvolvendo. Chegamos mais próximo e achamos melhor subir, para passar por cima. À medida que subíamos as nuvens vinham junto e, ao atingir o nível 105 (10.500 pés) vimos que não passaríamos. Vamos mais alto, 12500 pés. Não vai dar!

Presença de nuvens, alinhadas com o vento predominante na costa, próximo a NatalAs formações nessa área se apresentam em linhas no sentido do vento (sudeste), través de cauda para nós, e, apesar de serem verdadeiros muros brancos, não são muito largas, algo que cinco ou dez minutos de vôo são o suficiente para cruzar. Foi o momento mais crítico da viagem. Decidimos curvar à esquerda e seguir paralelo à formação, baixando até que pudéssemos ver sua base e escolher por onde cruzar. Chegamos a pensar no retorno a Noronha, mas estávamos nas 100 milhas, meio do caminho, e, quando atingimos 1500 pés, avistamos a base das nuvens com algumas chuvas e várias opções de passagem. Alívio geral!

Alívio geral! Litoral próximo à cidade de NatalCéu azul pela frente até quase o litoral, onde uma parede de chuva dificultava nossa passagem. Faltavam quinze minutos para Natal e resolvemos encarar a água de frente. Em alguns momentos a visibilidade ficou bem restrita, mas fomos encontrar um lindo sol e as dunas bem na nossa frente. Daí para o pouso foi num estalo, estávamos felizes por ver terra novamente. Sentíamos uma sensação estranha, estávamos a quase 13 horas de vôo de casa, mas parecia que a viagem tinha chegado ao fim. Afinal, tínhamos conquistado nossas 400 milhas sobre o mar!

 
 SOBRE TERRA

Reabastecendo o P-92 Echo, pronto para cumprir a próxima etapaNossa volta a partir de Natal foi rápida. No mesmo dia da saída de Noronha, continuamos direto, até o pernoite em Maceió. Ao nascer do sol, saímos de Maceió, com pousos para abastecimento em Salvador e Porto Seguro, a partir de onde seguimos pelo litoral, encarando uma frente fria vinda da região Sudeste. Pousamos ao pôr do sol em João Monteiro, Vila Velha, para o último pernoite.

Nossa última decolagem da viagem foi com céu totalmente aberto, pós-frente, e tomamos uma reta para Maricá. O tempo no Rio de Janeiro, nessa manhã, estava especialmente bonito e aproveitamos para dar aquela passagem por São Conrado antes de pousarmos às 10:15h no CEU (Clube Esportivo de Ultraleves), onde fomos recebidos com festa pelos amigos e familiares.

Cidade maravilhosa na linha do horizonte, de volta ao CEU!Não poderia terminar sem agradecer aos amigos que tanto nos ajudaram nessa aventura: ao Salgueiro do SERAC 3; ao Augustinho, que montou o painel do nosso bólido; ao Verner, com sua dedicação total; e a todos os outros, já citados anteriormente ou não, mas que, de uma forma ou de outra, torceram por nós. Obrigado!

 

Resumo


OCTÁVIO FIÃES & NADER COURI


SUPER ECHO - U.5021

DATA:
TRECHO:
DISTÂNCIA:
TEMPO DE VÔO:
AERONAVE:
PILOTO:
CONTATO:

06 à 14 de maio de 2000
Rio / Fernando de Noronha / Rio
5.200 km
26 horas
Super Echo / Rotax 912
Octávio Fiães e Nader Couri
Nadercouri@aol.com