Uma aventura no PU-KQE - Erechim / Aruanã / Erechim

2- na Pousada Caburé/MS

- Jason de Santana Filho -

 1- em direção à Nhecolândia  :  2- na Pousada Caburé  :  3- o destino é Aruanã  :  4- retornando para Erechim

Dando um trato "pantaneiro" no Seamax.

A pousada Caburé surpreende já de início quando pousamos na pista de 500m com balizamento noturno homologado (com VASIS inclusive) e as "taxiways" sinalizadas demonstram profissionalismo e organização. Um elemento (apelidado Zé da Infraero) sinalizador de pátio nos orientou para o estacionamento em uma área cimentada e limpa com vários pontos de grampos fixados no solo para estaqueamento das aeronaves.

As construções são muito bem cuidadas e o aspecto de limpeza chama a atenção. Torre de controle com rádio comunicação, sala tipo AIS e outras facilidades estão à disposição dos pilotos.

Os apartamentos são bonitos e confortáveis e a área de "camping" dispõe de toda infra-estrutura necessária para quem optar por esta modalidade.

Sala de recepção de muito bom gosto decorada com pinturas da Sra. Leonir. Refeitório aconchegante, cozinha impecável e comida de primeira qualidade. Uma ducha externa no pátio da pousada é uma opção irresistível para o calorão do Pantanal. Mosquitos nem falar, surpreendentemente não fomos incomodados por eles mesmo nas horas em que costumeiramente aparecem.

Visual da "Pousada Caburé".

Tudo isto para dizer que ali estivemos no meio do pantanal gozando conforto de cidade.

Na tarde em  que ali chegamos, minha co-pilota recolheu-se imediatamente ao apartamento pois a turbulência e o cansaço das 08:30 hs de viajem a jogaram na lona, ou melhor no colchão, não havendo sequer tempo de abrir contagem para o nocaute.

Ficamos conversando, o Paulenir e seus pais até a hora em que soou o sinal para a janta e lá fomos nós para encarar a saborosa cozinha pantaneira que veio em forma de porco do mato assado e outras iguarias mais.

Depois de trocarmos muitas idéias a respeito da pousada e, em minha empolgação, ter dado vários palpites (o Paulenir conseguiu realizar o que era meu sonho fazer há mais de 10 anos atrás) recolhi-me ao leito ao lado de minha quase recuperada parceira para um justo descanso de quem tinha acordado às 05:30 da manhã e com 08:30 de vôo no lombo.

O alvorecer no pantanal é inundado pelos ruídos de papagaios e periquitos que se empoleiram na mangueira do pátio  e os ruídos característicos feitos pelos bugios em capões de matos próximos. Uma sinfonia da qual eu já estava saudoso.

Um bando de Capivaras procurando se refrescar no brejo.

Bandos de capivaras estão logo ali próximos à pousada convivendo em uma baia de aproximadamente uns 500m de comprimento ao lado da pista de pouso e eu já via aquilo ali como um local de operação aquática para o Seamax coisa que iria acontecer no domingo seguinte.

A tarde fomos fazer um passeio de Toyota  pela fazenda para observar a fauna.

Um ninho de Tuiuiú próximo à sede da pousada. Observe o detalhe do adulto alimentando o filhote com uma cobra.

Dentro da área da pousada uma árvore  alta abriga um ninho de Tuiuiús com 3 filhotes e cujos pais em várias idas e vindas alimentam sua prole sendo que em uma oportunidade fotografei um deles colocando uma cobra no bico de um dos filhotes.

Fauna "pantaneira" exuberante.

Andando pelo campo deparamos com famílias de veados do rabo branco e seus filhotes pastando mansamente na relva e aparentemente não demonstrando apreensão em virtude de nossa presença o que facilitou com que os fotografássemos com facilidade. Nos locais em que haviam pequenas baias as presenças de jacarés eram constantes. Um bando de uns 20 coatís com seus rabos  hasteados cruzou a frente da Toyota embrenhando-se pelo capão de mato.

Bando de Coatis com suas caudas hasteadas.

No retorno, almoçamos e fomos sestear escapando da hora do calorão abrasador.

Mais tarde levantamos e ficamos na expectativa da chegada de vários jipeiros que estavam vindo de Sorocaba em sua rota para cruzar o pantanal por trilhas de fazendas indo até Poconé no MT.

Ao cair da tarde fiz um vôo para tentar localizar os jipeiros que já deviam ter chegado mas não encontramos nem sinal dos mesmos que só apareceram lá pelas 20:00hs.

Mais uma vez, jantar com cantoria e muita conversa interessante.

Na manhã seguinte o café pantaneiro com sopa paraguaia (que não é exatamente sopa mas uma espécie de bolo salgado) e xipa (semelhante a um pão de queijo) além de outras atrações gastronômicas.

Um imponente filhote de Cervo do Pantanal observa atento nossa passagem.

Decolei com o Sr.Paulino para uma visita à fazenda Pouso Alto de propriedade de seu irmão, cujos filhos eu havia conhecido há uns dez anos atrás em Campo Grande. A pista da fazenda não é das melhores para operar aviões com roda pequena pois existem vários buracos de tatu e tocas de corujas que se não houver cuidado poderão causar danos. Depois de uma meia hora de conversa retornamos para a Faz. São Paulino onde aproveitei para fazer um enquadramento da baia para um pouso na água que faria mais tarde.

Em seguida, embarcamos na Toyota para mais uma trilha pela fazenda pois o Paulenir iria conduzir os jipeiros até a saída para o próximo destino. Mais uma vez, oportunidade para observar a rica fauna do pantanal.

Depois do almoço, nova "siesta" e decolagem para pousos na baia acompanhado pelo Zé da Infraero (êle anda preocupado pois acha que todo o rolo da empresa ainda vai estourar nele!!).

Fiz uma meia dúzia de toques e arremetidas naquela mansa lagoa e o Paulenir fez algumas fotografias que estarão disponíveis em meu fotoblog.

Mais tarde, lavamos o avião e fiz uma inspeção, deixando-o pronto e abastecido com mais 50 litros que o Paulenir gentilmente levou de Campo Grande para a pousada.

Manhã seguinte, café pantaneiro e despedida de toda a turma da pousada com a promessa de que haveremos de retornar.

Ás 07:30 deste dia 10/09/07 uma segunda feira bem animados e dispostos, decolamos  com destino à Coxim.

Setembro de 2007

Jason de Santana Filho

 

Cmte. Jason

Copila Iraci

"Estivemos no meio do pantanal gozando conforto de cidade".

Seamax - PU-KQE