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Dando um trato "pantaneiro" no Seamax.
A pousada Caburé surpreende já de início quando pousamos na
pista de 500m com balizamento noturno homologado (com VASIS
inclusive) e as "taxiways" sinalizadas demonstram
profissionalismo e organização. Um elemento (apelidado Zé da
Infraero) sinalizador de pátio nos orientou para o
estacionamento em uma área cimentada e limpa com vários
pontos de grampos fixados no solo para estaqueamento das
aeronaves.
As construções são muito bem cuidadas e o aspecto de limpeza
chama a atenção. Torre de controle com rádio comunicação,
sala tipo AIS e outras facilidades estão à disposição dos
pilotos.
Os apartamentos são bonitos e confortáveis e a área de
"camping" dispõe de toda infra-estrutura necessária para
quem optar por esta modalidade.
Sala de recepção de muito bom gosto decorada com pinturas da
Sra. Leonir. Refeitório aconchegante, cozinha impecável e
comida de primeira qualidade. Uma ducha externa no pátio da
pousada é uma opção irresistível para o calorão do Pantanal.
Mosquitos nem falar, surpreendentemente não fomos
incomodados por eles mesmo nas horas em que costumeiramente
aparecem.

Visual da "Pousada Caburé".
Tudo isto para dizer que ali estivemos no meio do pantanal
gozando conforto de cidade.
Na tarde em que ali chegamos, minha co-pilota recolheu-se
imediatamente ao apartamento pois a turbulência e o cansaço
das 08:30 hs de viajem a jogaram na lona, ou melhor no
colchão, não havendo sequer tempo de abrir contagem para o
nocaute.
Ficamos conversando, o Paulenir e seus pais até a hora em
que soou o sinal para a janta e lá fomos nós para encarar a
saborosa cozinha pantaneira que veio em forma de porco do
mato assado e outras iguarias mais.
Depois de trocarmos muitas idéias a respeito da pousada e,
em minha empolgação, ter dado vários palpites (o Paulenir
conseguiu realizar o que era meu sonho fazer há mais de 10
anos atrás) recolhi-me ao leito ao lado de minha quase
recuperada parceira para um justo descanso de quem tinha
acordado às 05:30 da manhã e com 08:30 de vôo no lombo.
O alvorecer no pantanal é inundado pelos ruídos de papagaios
e periquitos que se empoleiram na mangueira do pátio e os
ruídos característicos feitos pelos bugios em capões de
matos próximos. Uma sinfonia da qual eu já estava saudoso.

Um bando de Capivaras procurando se refrescar no brejo.
Bandos de capivaras estão logo ali próximos à pousada
convivendo em uma baia de aproximadamente uns 500m de
comprimento ao lado da pista de pouso e eu já via aquilo ali
como um local de operação aquática para o Seamax coisa que
iria acontecer no domingo seguinte.
A
tarde fomos fazer um passeio de Toyota pela fazenda para
observar a fauna.

Um ninho de Tuiuiú próximo à sede da pousada. Observe o
detalhe do adulto alimentando o filhote com uma cobra.
Dentro da área da pousada uma árvore alta abriga um ninho
de Tuiuiús com 3 filhotes e cujos pais em várias idas e
vindas alimentam sua prole sendo que em uma oportunidade
fotografei um deles colocando uma cobra no bico de um dos
filhotes.

Fauna "pantaneira" exuberante.
Andando pelo campo deparamos com famílias de veados do rabo
branco e seus filhotes pastando mansamente na relva e
aparentemente não demonstrando apreensão em virtude de nossa
presença o que facilitou com que os fotografássemos com
facilidade. Nos locais em que haviam pequenas baias as
presenças de jacarés eram constantes. Um bando de uns 20
coatís com seus rabos hasteados cruzou a frente da Toyota
embrenhando-se pelo capão de mato.

Bando
de Coatis com suas caudas hasteadas.
No retorno, almoçamos e fomos sestear escapando da hora do
calorão abrasador.
Mais tarde levantamos e ficamos na expectativa da chegada de
vários jipeiros que estavam vindo de Sorocaba em sua rota
para cruzar o pantanal por trilhas de fazendas indo até
Poconé no MT.
Ao cair da tarde fiz um vôo para tentar localizar os
jipeiros que já deviam ter chegado mas não encontramos nem
sinal dos mesmos que só apareceram lá pelas 20:00hs.
Mais uma vez, jantar com cantoria e muita conversa
interessante.
Na manhã seguinte o café pantaneiro com sopa paraguaia (que
não é exatamente sopa mas uma espécie de bolo salgado) e
xipa (semelhante a um pão de queijo) além de outras atrações
gastronômicas.

Um imponente filhote de Cervo do Pantanal observa atento
nossa passagem.
Decolei com o Sr.Paulino para uma visita à fazenda Pouso
Alto de propriedade de seu irmão, cujos filhos eu havia
conhecido há uns dez anos atrás em Campo Grande. A pista da
fazenda não é das melhores para operar aviões com roda
pequena pois existem vários buracos de tatu e tocas de
corujas que se não houver cuidado poderão causar danos.
Depois de uma meia hora de conversa retornamos para a Faz.
São Paulino onde aproveitei para fazer um enquadramento da
baia para um pouso na água que faria mais tarde.
Em seguida, embarcamos na Toyota para mais uma trilha pela
fazenda pois o Paulenir iria conduzir os jipeiros até a
saída para o próximo destino. Mais uma vez, oportunidade
para observar a rica fauna do pantanal.
Depois do almoço, nova "siesta" e decolagem para pousos na
baia acompanhado pelo Zé da Infraero (êle anda preocupado
pois acha que todo o rolo da empresa ainda vai estourar
nele!!).
Fiz uma meia dúzia de toques e arremetidas naquela mansa
lagoa e o Paulenir fez algumas fotografias que estarão
disponíveis em meu fotoblog.
Mais tarde, lavamos o avião e fiz uma inspeção, deixando-o
pronto e abastecido com mais 50 litros que o Paulenir
gentilmente levou de Campo Grande para a pousada.
Manhã seguinte, café pantaneiro e despedida de toda a turma
da pousada com a promessa de que haveremos de retornar.
Ás 07:30 deste dia 10/09/07 uma segunda feira bem animados e
dispostos, decolamos com destino à Coxim.
Setembro de 2007
Jason de Santana
Filho
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Cmte. Jason |

Copila Iraci |
"Estivemos no meio do pantanal gozando conforto
de cidade". |

Seamax - PU-KQE |
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