De Biritiba a Bertioga - um Paturi sobre o mar

- A aventura de Arouche e Jacks Jr -

Era uma quinta feira ensolarada quando, no dia 15 de março de 2001, iniciamos nosso Check de pré-vôo no PATURI, aeronave anfíbia com motorozição ROTAX de 100hp, equipado com rádio e transponder, que brilhava na Fazenda Irohy.

Um Paturi vai voar...

Estávamos no aeroclube de Biritiba Mirim, na Fazenda Irohy, a mais ou menos 60Km de São Paulo. Com o check concluído e tendo Jacks acomodado ao meu lado no Paturi, acionei o motor. Na pista de terra com 800mts de comprimento, iniciamos o taxiamento para o ponto de espera da cabeceira 12 e após o check de cabeceira, alinhei o PATURI com pressão total na manete e sentindo a rolagem que nos levaria à um belo passeio, fomos ganhando velocidade para decolarmos depois de corridos 300 metros de pista.

Aos 500 pés o check: bomba fora, farol desligado. E continuamos subindo já aproados no litoral, avistando aquela exuberância chamada mar, antes mesmo de atingirmos a altitude de 4.500 pés, 2.100 pés acima do aeródromo.

Após 15 minutos no embalo do ronco seguro de nosso motor, já estávamos alinhando nossa aeronave no canal de Bertioga nas proximidades da balsa.

Bertioga

Com muita atenção com o trafego de embarcações, fizemos um longo toque e arremetida, e em frente do forte, ganhamos altitude e aproamos Ubatuba.

Canal de Bertioga

Mantendo 300 pés acima do nível do mar, ficamos maravilhados com o deslumbrante horizonte de areia branca e água transparente, das ilhas que ficamos circulando.

Em frente a Ilha iniciamos um vôo ascendente até atingirmos 1.500 pés e assim, sobre o mesmo mar, continuarmos até Ubatuba. Próximo do aeródromo, na freqüência livre, avisamos 5 minutos fora do circuito de tráfego e na seqüência efetuei o pouso com 25 minutos de vôo depois de decolarmos de Bertioga. Segui para o pátio de estacionamento, informando todos os procedimentos de fonia e regras de vôo visual, onde abastecemos com 25 litros em cada tanque de asa e 50 litros nos internos, prontos para decolamos com proa para Fazenda Hiroy,em uma rota direta pelo interior e não mais sobre o mar.

Subimos para 5000 pés, quando na vertical da serra do mar encontramos uma concentração de nuvens e mantendo-se visual com solo fomos ladeando aquelas maravilhosas nuvens em formatos de algodão.

Nesse sublime momento que, creio que nunca vai se apagar de minha memória, o Cmte Jacks disse: - Agora deixe um pouco comigo!

Cúmulos

 E assim ele continuou os movimentos como se estivéssemos surfando em ondas gigantes. Aos 20 minutos da hora avistei no través, São José dos Campos e mais 17 minutos já informava que estava na posição de 5 minutos fora do circuito de trafego em Fazenda Irohy.

A chegada

Foram momentos inesquecíveis para um piloto desportivo, por isso venho seguindo cada vez mais as velhas doutrinas da aviação, como: Aprender a fazer fonias de acordo com as regras básicas: Aprender a navegar sem utilização de GPS; Estar sempre estudando as regras de vôo.

 

Assim poderemos voar com mais segurança para nós, nossos familiares e amigos. Voar sempre com segurança total. 

Ilha Bela

Caraguatatuba

Bom vôo para todos.

Cmte Arouche

iarouche@uol.com.br

Arouche

Jacks Jr.