Peruíbe - Natal

- Giorgio Alberto Bertalot -

E assim, o sonho se realizou...

Viajar até o Nordeste do Brasil pela costa pilotando a própria aeronave era um sonho antigo.

Raramente passando de 2000 pés, eu e a Jô, minha esposa, percorremos 5800 Km da costa brasileira a bordo do Storm PU-ICA. Foram 26 pousos e decolagens, 700 litros de AVGAS e 19 dias da mais pura sensação de liberdade, prazer e altos níveis de adrenalina.

Quantos têm o privilegio de ver cada um destes maravilhosos quilômetros da nossa costa?

Longos trechos desabitados salpicados por pequenas vilas e algumas cidades; intermináveis plantações de coqueiros e eucaliptos; dunas e praias; recifes protegendo a costa das fortes ondas do oceano, formando lagoas de água esverdeada e transparente, deixando desnudo o misterioso fundo do mar.

A preparação

O prazer e aventura começam bem antes da primeira decolagem. Usando o Rotaer, as cartas WAC, ERC, VAL, VAC e dos corredores visuais fazemos o planejamento de cada detalhe da viagem. Cada trecho deve ser avaliado cuidadosamente considerando distância, tempo de vôo, opções de pouso, locais de abastecimento, comunicação... Topografia e o recorte costeiro não devem ser desprezados.

Angra dos Reis

Aeronave revisada, abastecida e checada, finalmente partiríamos para a primeira perna da viagem, Peruíbe-Angra dos Reis.

Não sem alguma preocupação com a meteorologia. O tempo insiste em se manter instável. Subimos no avião, taxiamos até a 19 de Peruíbe e eis que começa a chover forte. Voltamos para o hangar e 30 minutos depois partiríamos mesmo sob uma fina e insistente chuva. Antes de avistar Santos o sol aparece e nos acompanha até Angra.

Pouso tranqüilo, avião estaqueado, tomamos um táxi até o Shopping Pirata aonde o amigo Fontes nos espera em seu iate Ineida; zarpamos para Porto Frade.

O Fontes e um pescador de alto mar, ganhador de diversos troféus e dono de um completo iate de 40 pés, dois motores Volvo de 600 hp. No dia seguinte saímos cedo para uma pescaria. Ao nos aproximarmos da ponta da Ilha Grande, Fontes e seu marinheiro avaliaram que o mar estava muito revolto, não aconselhável para um navegador dos ares inexperiente do mar como eu. Ficamos na região protegida de Paraty. A pescaria foi fraca, mas deu para apreciar a beleza do lugar e confirmar que enfrentar o mar revolto teria sido uma péssima escolha. O simples movimento do iate ancorado sobre uma laje de pedras foi suficiente para que eu reconhecesse a fragilidade do meu estômago.

Guarapari

Decolamos de Angra, proa de Cabo Frio aonde, se tudo acontecesse conforme o plano original, abasteceríamos o avião.

Entretanto na região do corredor visual Delta avista-se uma densa cortina de chuva. A TWR Santa Cruz não autoriza o cruzamento pela Bahia da Marambaia devido a treinamento militar e nos oferece a opção de cruzar sobre a Serra do Mar. Negras nuvens prestes a despejar água naquela região nos fazem decidir pelo retorno a Angra e aguardar tempo melhor. Esta manobra nos deixa com o nível de combustível no limite crítico; não arrisquei a perna até Cabo Frio e decidi alterar o plano de vôo.

Pousamos no Aeroclube Céu em Jacarepaguá. Abastecemos, tomamos um lanche e depois de fazer o plano decolamos com proa de Guarapari pelos corredores visuais do Rio. O operador de Jacarepaguá notadamente impaciente nos transfere para o Controle Rio que não responde ao nosso chamado. Antes de iniciar o cruzamento da barra a 500 pés conforme procedimentos, tento contato com a TWR do Santos Dumont que também não responde. Finalmente consigo contato radio com CTR Aldeia, já no través de Maricá.

Seguindo a linha da orla, contornamos o Cabo Frio depois Búzios, Rio das Ostras. Em Macaé o tráfego de helicópteros indo e vindo das plataformas era grande. Fim de tarde, chegamos a Guarapari aonde passaríamos a noite.

A orla de Guarapari alegrava turistas mineiros neste final de domingo. Um longo dia de viagem nos aguardava e decidimos descansar mais cedo.

Quinze minutos depois de decolar de Guarapari pousávamos no aeroporto de Goiabeira para abastecer. Imaginem a angústia que deve ser para os passageiros ter que ficar mais tempo que o necessário num Boeing da VASP, retido pela torre no ponto de espera da 23 de Vitória, aguardando um pequeno monomotor que estava em procedimento de pouso. Informo a TWR que alongaria a perna do vento para permitir a decolagem do Boeing que rapidamente ingressa na pista e parte. Sinto que fiz a minha boa ação do dia.

É interessante ver como o Storm desperta a curiosidade até dos controladores de vôo na maioria dos aeroportos que pousa. O pessoal de Goiabeira queria saber velocidade, autonomia, preço, etc.

Na maioria dos aeroportos somos levados por um carro da INFRAERO ao saguão. Usando a passagem de tripulantes e sendo chamados de comandante, um tratamento VIP que não esperava receber, usamos restaurantes, lanchonetes, caixas eletrônicos e todas as facilidades que lá existem.

Antes de cada decolagem passo pela sala AIS, olho cartas meteorológicas, solicito Metar e preencho o Plano de Vôo.

Como voamos a maior parte do tempo em terminais, mantemos contato com os órgãos de controle continuamente.

Ilhéus

Em Ilhéus o pouso é trabalhoso devido ao vento de través com 16KT. Deixamos o avião estacionado no pátio da INFRAERO por alguns dias, alugamos um carro e visitamos a vila de Itacaré e suas lindas praias rodeadas de coqueiros alcançadas por caminhadas pela mata.

Alugamos um Jipe com tração 4x4 e reduzida e nos aventuramos pelos charcos e lamaçais da estrada que leva à península de Maraú. Conhecemos praias e lugares ainda pouco visitados por turistas. Decidimos partir.

Salvador

Decolamos de Ilhéus com proa de Salvador. O nosso pouso no Eduardo Magalhães teve momentos de aventura. Os corredores visuais começam em Morro de São Paulo, cruzam a Bahia de Todos os Santos até o Farol da Barra e seguem pela orla até o aeroporto. Com duas pistas quase se cruzando, uma para jatos comerciais e outra para aviação geral, chegamos num momento de intenso trafego. Ainda no corredor da orla, havia aeronaves voando a 500 pés em sentido contrario:

CTR: “ICA mantenha 1500 pés pela orla e aguarde contato”

ICA: “ICA manterá 1500 pés pela orla aguardando contato”

Após esta orientação o operador coordenou outras aeronaves em procedimento de aproximação e saída. Eu estava na posição indicada na VAC para iniciar curva à esquerda e ingressar na perna do vento da 17. Como a comunicação estava congestionada, eu mantinha a rota original e tentava entrar na fonia para solicitar instruções:

ICA: “ICA passou posição de ingresso na do vento da 17, solicito instruções”

CTR: “ICA ainda não se comunicou com a TWR?”

ICA: “Negativo, não recebi essa instrução”

CTR: “a instrução foi passada e a gravação será avaliada; contate a TWR na freqüência 118.30”

Após estabelecer contato com a TWR e seguir suas instruções:

TWR: “ICA conhece este aeroporto?”

ICA: “sim senhor, estou com a VAC em mãos”

Quando estávamos na perna do vento, um Airbus da TAM estava pousando na pista de jatos 1000 pés abaixo, um turbohélice executivo na final à nossa frente e um bimotor mais rápido entrava no circuito atrás de nós. O seu comandante mostrou-se irritado ao ser avisado pela TWR que deveria alongar a perna do vento para que pousássemos e liberássemos a pista principal. Foi um sufoco, adrenalina nas alturas e sensibilidade à flor da pele, não éramos bem-vindos nesse lugar. A TWR sugeriu que deixássemos a aeronave no Hangar de um Táxi Aéreo que nos cobrou R$ 200 pelo pernoite (somente do Storm).

Visitamos a cidade velha de Salvador: elevador Lacerda, Pelourinho, Mercado...

Aracajú / Maceió

No dia seguinte decolamos para Aracajú. Certamente não encontraram a presumida instrução do controlador na gravação da comunicação com o CTR Salvador, pois nunca mais ouvi falar no assunto.

Em Aracajú fazíamos um pouso para descanso e abastecimento depois de sobrevoar o litoral norte da Bahia cruzar diversas zonas chuvosas. Nesta ocasião descia a 500 pés para não perder o contato com a praia. Em alguns momentos a chuva era tão intensa que me obrigava descer a 300 pés. Eram sempre trechos de poucos minutos e podia se avistar a claridade do fim da região chuvosa.

Aracajú estava chuvoso e sem combustível para o nosso avião, somente querosene para jatos. O pessoal informou que a atividade aeronáutica era pequena e o fornecedor de AVGAS tivera problemas de contaminação do combustível.

Por telefone o meteorologista de Maceió me informou que o tempo por lá era instável más naquele momento estava bom no aeroporto Zumbi dos Palmares. Decolamos assim mesmo para a perna de 90 minutos que separa Aracajú de Maceió, com 3 horas de combustível no tanque. No trajeto enfrentamos 30 minutos de chuva forte tendo que voar a 300 pés. Vinte minutos antes de chegarmos a Maceió o operador informava a uma aeronave comercial que o pouso estava instrumentos. Em instantes:

CTR: “PU-ICA, Zumbi dos Palmares esta com pouso instrumentos devido à chuva forte no local, o que pretende fazer?”

ICA: “pretende prosseguir viagem alterando pouso para Aeroclube de Alagoas”

CTR: “ciente, prossegue para Aeroclube, chame avistando Maceió”

ICA: “Chamara avistando Maceió”

Gostaria de não ter conhecido Maceió naquela situação. Quase totalmente encoberta por enormes nuvens negras despejando água, sabia que teria um grande desafio pela frente: encontrar e pousar num aeroporto desconhecido naquelas condições. Se falhasse teríamos que fazer uma espera sobre a praia onde o tempo estava melhor ou pousar na praia, pois a retaguarda estava mais fechada que antes e o combustível estava crítico, não daria para voltar.

ICA: “CTR, ICA informa avistando Maceió”.

CTR: “ICA, informe quando visual com a pista do Aeroclube”

ICA: “Informara avistando Aeroclube”

Minutos depois chegávamos à região do aeroclube com o teto baixando a menos de 300 pés e muita chuva. Comecei a procurar a pista com um olho e as antenas de telefone celular com o outro. Depois que fizemos dois 360º o operador de Zumbi dos Palmares:

CTR: “ICA esta visual com a pista?”

ICA; “Negativo”

CTR: “Não está visual com a pista!!!!!!”

Nesse momento, como por um passe de mágica a Jô me sinaliza apontando para a direita e então lá estava ela, bonita, se estendendo por maravilhosos 1200 metros, pretinha e ao nosso alcance.

ICA: “Visual com a pista, ingressando no circuito”

Fiz uma curta final com 45º de flap e pousamos jogando água para todos os lados.

Já estávamos no solo quando o operador:

CTR: “Prossiga para pouso, não há trafego a informar, informe na final”

ICA: “CTR Maceió, ICA na final”

CTR: “livre pouso altere para 123.45 e boa estadia em Maceió”

Já no táxi para o hangar:

ICA: “ciente e obrigado”

A chuva era torrencial e se não tivéssemos encontrado a pista naquele instante teríamos que sair imediatamente daquele lugar.

Estacionamos dentro do hangar para evitar a chuva.

Esses momentos críticos e de tensão são o tempero da aventura.

Maceió surpreendeu pelo tamanho. Estivemos por alguns dias, conhecemos praias do sul como Gunga e Francês e no dia de levantar vôo amanheceu chuvoso. Já um pouco familiarizado com o clima da região, aguardamos o sol dissipar as nuvens. Ás 11 horas partimos para João Pessoa passando pelo litoral de Recife sem problemas.

João Pessoa / Natal

A partir de Recife o tempo melhorou definitivamente, sol forte e vento constante nos empurrando a 260 Km/H encurtando as distâncias.

Em João Pessoa fizemos pouso para descanso e abastecimento. Diferente de Aracajú, o Aeroclube da Paraíba é bem movimentado, está encravado na cidade numa pista separada por algumas milhas do aeroporto comercial. O departamento de ultraleves é bem ativo a julgar por diversos Fox e Mistral bem acomodados num hangar.A aproximação para pouso é acompanhada pelo operador da TWR do aeroporto Pres. Castro Pinto que somente libera a freqüência livre na perna do vento da 16.

Já na hora da decolagem registrada no plano de vôo feito por telefone, aparece o Dodô, figura do Aeroclube que, como se fossemos velhos amigos, insiste para que pousemos no Aeroclube de Bonfim e não no aeroporto de Natal. Já liga pelo celular ao Almir, coordenador do Aeroclube do Bonfim que me fornece as coordenadas da pista que registro no GPS e nos aguardaria para o almoço com um “petit comitê”

Com o vento nos empurrando, chegamos ao local indicado no GPS em 40 minutos. Solicitei alteração do plano que havia sido feito para pouso no aeroporto. Estranhei quando o operador do CTR Natal disse não conhecer o Aeroclube. A pista ficava praticamente na rampa de pouso e decolagem da principal do Augusto Severo, a não mais de 8 milhas de distância. Depois de alguns minutos fui autorizado a alterar o plano.

CTR: “ICA autorizada alteração do plano para pouso no SJBX, informe quando visual com a pista”

ICA: “informará visual com a pista”

Pela indicação do GPS estávamos 2 minutos fora. Avistávamos uma pequena cidade, mas nenhuma pista. Fizemos vários 360° e nada de localizá-la.

Liguei pelo celular ao Almir que foi me orientando até encontrá-la. Pista de grama com 1000 m, próximo à Lagoa do Bonfim, não tinha hangar, mas apenas uma espécie de tenda com 2 velhos ultraleves embaixo. Ao lado da pista havia um Pelikan novinho semi destruído. Tratava-se do avião do Patrício, um português que junto com outro piloto fizeram um pouso ruim a 4 mãos. O Pelikan flutuou no arredondamento e os dois resolveram corrigir ao mesmo tempo, possivelmente tomando atitudes opostas.

Estaqueamos firmemente o Storm ao relento e rumamos para uma antiga estação de trens desativada e transformada num restaurante.

O pessoal do Aeroclube estava descontraído e foi uma agradável tarde.

Em Natal ficamos numa linda pousada, alugamos um buggy e conhecemos praias do sul e do norte.

A Volta

Quatro dias depois começamos a voltar.

Decolamos tarde para João Pessoa. Pousamos, hangaramos o avião e eis que aparece o Dodô que nos deu uma carona até o hotel.

Choveu a noite toda, mas a manhã ensolarada nos convidava a decolar para Aracajú. Pouso para descanso e nova decolagem para a Ilha de Itaparica, Aeroclube da Bahia.

Cruzar pelo aeroporto de Salvador foi novamente um sufoco. Muitos aviões no circuito e um Boeing decolando, o operador da TWR pede para seguir pela perna do vento da pista de jatos comerciais, mantendo 1500 pés, pois outra aeronave estava no circuito 500 pés abaixo de nós. Acontece que nessa proa e altitude, estávamos na base de uma enorme nuvem negra que ameaçava despejar água a qualquer momento. Quando a visibilidade estava ficando comprometida e eu ia pedir autorização para fazer um 360º, o operador altera o nosso rumo nos livrando da chuva.

Cruzamos a Bahia de Todos os Santos pelo Farol da Barra em direção a Itaparica. À nossa esquerda chovia torrencialmente, mas, conseguimos pousar antes que nos atingisse.

Belo Aeroclube, muito bem estruturado, vale a pena voltar com mais tempo para conhecer melhor a ilha e Morro de São Paulo que fica bastante perto.

No dia seguinte decolamos para Porto Seguro, abastecemos e voamos até Vitória. Pretendíamos ainda nesse dia chegar a Cabo Frio, mas o vento de proa “acelerou” o pôr do sol. Pousamos em Campos dos Goytacazes para passar a noite.

No dia seguinte o plano era pousar em Cabo Frio para abastecimento e seguir até Ubatuba e depois Peruíbe.

Decolamos de Cabo Frio mas logo o operador de CTR Aldeia nos informava que a situação estava precária no litoral do Rio, teto de 500 pés e ventos fortes.

Retornamos a Cabo Frio e passamos a noite.

O tempo melhorou no meio da manhã do dia seguinte. Preparamos o avião que havia sido estaqueado firmemente esperando a chegada da frente fria.

Plano feito, subimos no avião e tento comunicação com a radio Cabo Frio sem sucesso. Aviso pelo celular o operador do problema. Este faz alguma correção de forma que eu o ouço mas ele não.

Radio Cabo Frio: “ICA, Radio Cabo Frio comunicando no escuro, vento de 12 nós com 160 graus, não há tráfego a reportar, informe quando fora do solo”

Taxiamos até a 25 e já havíamos iniciado a corrida quando:

Radio Cabo Frio: “ICA, decolagem não autorizada pelo CTR Aldeia, retorne ao páteo de estacionamento para correção do problema no seu radio”

Eu desconfiava que o problema estava no rádio do operador e não no meu.

A minha intenção era decolar e tentar contato com o CTR Aldeia para confirmar mas, mediante a ordem para retornar, abortei a decolagem e lá fomos para o estacionamento.

Como desconfiava a rádio Cabo Frio ainda não havia feito contato com aeronaves naquele dia. Convenci o operador a me autorizar um vôo local mediante preenchimento de uma Notificação de Vôo e uma vez no ar, seguir instruções do CTR Aldeia caso conseguisse comunicação.

Conforme eu imaginava, após decolar consegui contato com CTR Aldeia que autorizou prosseguir com o plano original.

Voamos pelos corredores do Rio e ao sermos transferidos de TWR Jacarepaguá para CTR Santa Cruz:

CTR: “ICA prosseguir pelo corredor Delta, atenção que a área da Marambaia está ativada com tiro real, mantenha 5 milhas da linha da praia”

Não é um vôo confortável, a 5 milhas da costa e 3000 pés a probabilidade de alcançar o continente num caso de pane de motor é remota.

Por sorte após 10 minutos o operador informa que a atividade militar se encerrara e autorizou aproximação até 2 milhas da praia.

Pousamos em Ubatuba para descanso.

Até aquele momento o Storm não havia dado nenhum trabalho, motor redondo, todos os instrumentos funcionando, maravilha.

Taxiamos pela principal até a 27 de Ubatuba para a última decolagem da aventura.

O susto

"Full power", sinto uma pressão anormal na bunda. Com o canto do olho vejo a pressão do manifold subir a 50 psi sem “high buster”, o máximo deveria ser 35 psi. Instantaneamente aborto a decolagem, rodamos até o estacionamento e como previa a válvula do turbo estava presa.

Desengripo a válvula e lá vamos nós com proa de Peruíbe.

Ás 14 horas do dia 02 de Agosto de 2004 se encerrava uma aventura que ficará na memória minha e da Jô para sempre.

Nada como chegar em casa, acender a churrasqueira e queimar aquela picanha tão esperada!!!

Giorgio Alberto Bertalot

É Diretor de Operações da AstraZeneca do Brasil, Indústria Farmacéutica. Tem 52 anos e é um dos fundadores do ICA - Ilha Clube Aerodesportivo de Peruibe. Piloto de Ultraleves desde 1993, tem paixão por aviões desde criança.

 

Giorgio Bertalot

giorgio.bertalot@uol.com.br

Storm PU-ICA